A Academia Marataizense de Letras (AML) celebrou, no dia 16 de outubro, suas bodas de safira, marcando 16 anos de fundação dedicados à valorização da arte, da cultura e da literatura capixaba.
A comemoração oficial aconteceu no dia 23 de outubro, durante uma reunião festiva realizada no Espaço Cultural da Padaria Nil Regi, com o apoio do empresário e mecenas cultural Breno Viana (Breno Nil Regi), parceiro da instituição desde sua origem.
Sob a presidência em exercício do Dr. Sérgio Dário Machado, a solenidade teve como propósito celebrar o aniversário da Arcádia e, simultaneamente, oficializar os novos acadêmicos — eleitos para ocuparem as Cadeiras Efetivas, Honorárias, Correspondentes, Beneméritas e Eméritas.
Durante o encontro, a diretoria também atualizou o quadro institucional, realizando ajustes nas cadeiras de membros que, por idade ou questões de saúde, não participam mais ativamente das atividades da Academia, passando a ocuparem as cadeiras eméritas e vagando as cadeiras efetivas.
Fundada em 2009, a Academia Marataizense de Letras é pioneira no Estado do Espírito Santo por diversos motivos. Foi a primeira instituição literária capixaba a criar uma Academia Jovem, abrindo espaço para acadêmicos mirins, e também a primeira a incluir em seu regimento interno o princípio da inclusão social, da diversidade e da representatividade.
Desde sua criação, a Arcádia acolhe escritores, artistas e intelectuais de diferentes origens étnicas, culturais e condições atípicas, destacando-se como um exemplo de democracia cultural e acessibilidade literária. Entre seus membros, estão Leonardo Aguiar, escritor e artista plástico com síndrome de Down, e Ana Luiza Rodrigues Fernandes de Farias, jovem autora autista conhecida por suas obras “O Sapo Esganado” e “A Menina que Virou Sereia”. E, recentemente eleito o Artista Henrique dos Santos Haubick, jovem atípico de um talento nato que vem da ancestralidade de sua bisavó Mestra Astrogilda Ribeiro dos Santos, (in memoriam), negra quilombola que comandou o congo no norte do Estado.
A Academia, desde sua fundação, também se orgulha de reunir autores negros, indígenas, quilombolas e artistas populares, reafirmando seu compromisso com o pluralismo e a construção de uma literatura verdadeiramente representativa. Além de suas atividades literárias, a AML atua intensamente na promoção da cultura popular capixaba, organizando feiras literárias, rodas de conversa, palestras, oficinas e encontros culturais, frequentemente com a presença de mestres e mestras das comunidades tradicionais e quilombolas.
A instituição também apadrinha o coletivo “Jongo de Memória – Maria Preta e Zé Porto”, reconhecido por resgatar e preservar o patrimônio imaterial afro-capixaba.
A Academia ainda mantém, em sua sede, a Biblioteca Comunitária Raul Sampaio Cocco, devidamente regularizada pela Biblioteca Estadual, com um acervo de mais de 10 mil títulos — entre eles, clássicos da literatura brasileira e obras raras de autores capixabas.
Durante a reunião comemorativa, o público foi presenteado com uma apresentação especial do mágico Robson Syer, que encantou os convidados com números de ilusionismo e humor. O evento contou com a presença de acadêmicos, artistas locais e convidados especiais, em uma noite marcada por emoção, memória e pertencimento cultural.
Para dezembro de 2025, está programada uma sessão solene de posse e entrega de honrarias, dando continuidade às celebrações do aniversário. A cerimônia incluirá lançamentos de livros, exposições de telas e apresentações artísticas, consolidando a Academia como um dos mais importantes pólos de produção e difusão cultural de Marataízes e do Espírito Santo.
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