Durante sua passagem pelo Espírito Santo, onde foi homenageada pelo governo estadual com a comenda “Jerônimo Monteiro”, nesta quinta-feira (26), a bióloga Tatiana Sampaio afirmou que o estado foi essencial para aplicação compassiva da polilaminina em pacientes com lesão medular.
Segundo a cientista, o estado auxiliou nestes casos em que o uso da molécula foi determinado pela Justiça, que concedeu autorização de acesso ao tratamento, ainda em desenvolvimento. Entre os pacientes que fizeram o uso compassivo, cinco são capixabas.
Nessa fase das iniciativas de uso compassivo, que no início foram difíceis de organizar, a postura e o apoio do Espirito Santo foram essenciais para operacionalizar tudo.
Já o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, reforçou que o sistema de saúde do estado está disponível para auxiliar nas próximas fases do estudo, trabalhando diretamente com o grupo de pesquisa da polilaminina.
“Além disso, em parceria com a equipe da doutora Tatiana, vamos desenvolver um protocolo aqui no Estado para os pacientes que receberem a medicação tenham o acompanhamento da fisioterapia necessária para recuperação, quando for possível, dos seus movimentos”, reforçou o secretário.
A entrega da Comenda ocorreu durante a formatura da 5ª turma dos Programas de Residência em Saúde do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).

Comitê aprovou nova fase do estudo
Durante a passagem por terras capixabas, o vice-presidente do Laboratório Cristália, Rogério Almeida, confirmou que o Comitê de Ética do Hospital das Clínicas aprovou, nesta quarta-feira (25), a 1ª fase de testes clínicos.
Segundo Almeida, com a aprovação, o laboratório já pode iniciar o treinamento dos neurocirurgiões do Hospital das Clínicas de São Paulo e da Santa Casa e o recrutamento do grupo de pacientes para a fase 1 do estudo clínico. Serão cinco pacientes nesta fase.
“A pedido da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a fase 1 foi restrita a São Paulo e a um grupo de cinco pacientes. Os critérios para os pacientes são de 18 a 72 anos de idade com lesão medular completa na altura torácica”, Rogério Almeida.
