Espírito Santo encerra 2025 com a menor taxa de desemprego da história, 2,4%, e ocupa a segunda posição nacional em nível de ocupação.
O mercado de trabalho capixaba fechou 2025 com um resultado histórico que reforça o bom momento da economia estadual. De acordo com levantamento do Connect Fecomércio-ES, baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, a taxa de desocupação no Espírito Santo caiu para 2,4% no quarto trimestre do ano.
O índice é o menor já registrado desde o início da série histórica, em 2012. Com esse desempenho, o estado passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional de menor desemprego, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ficando atrás apenas de Santa Catarina.
Para o coordenador do Observatório do Comércio, André Spalenza, o resultado indica que o Espírito Santo vive um cenário próximo ao pleno emprego, quando grande parte das pessoas que buscam trabalho consegue se inserir rapidamente no mercado.
Queda da informalidade e avanço da carteira assinada
O bom desempenho do mercado de trabalho não se reflete apenas na redução do desemprego. O número de pessoas ocupadas no estado chegou a 2,048 milhões de trabalhadores, acompanhado de uma queda expressiva na informalidade.
Cerca de 31 mil pessoas deixaram atividades informais, fazendo com que a taxa de informalidade recuasse para 37%, o menor patamar desde 2020.
Esse movimento de formalização foi observado principalmente entre empregadores e trabalhadores por conta própria, muitos deles buscando regularizar suas atividades com a abertura de CNPJ.
No trabalho doméstico, por exemplo, houve um crescimento de 16,7% nas contratações com carteira assinada, sinalizando uma melhora estrutural na qualidade das oportunidades oferecidas aos capixabas.
Outro dado relevante é a migração de trabalhadores familiares sem remuneração para ocupações pagas, fenômeno que contribui diretamente para o aumento da renda e maior estabilidade financeira das famílias.
Serviços e comércio concentram a maior parte dos empregos
A estrutura do mercado de trabalho capixaba revela a predominância do setor terciário na geração de empregos.
Os segmentos de Serviços (49,9%) e Comércio (18,5%) concentram juntos quase 70% das vagas formais e informais do estado, somando aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores.
Na sequência aparecem agropecuária e indústria, setores que continuam desempenhando papel importante para o equilíbrio produtivo e o fortalecimento da economia local.
Para o Sistema Fecomércio-ES, a combinação de desemprego em nível historicamente baixo, crescimento da ocupação e redução da informalidade aponta para um cenário positivo em 2026, com reflexos diretos no aumento do consumo das famílias e na arrecadação estadual.
